Julgamo-nos seres especiais, por vezes predestinados, porque assim a vida é mais fácil. Tudo assumimos, sem questionar, e porque não? Pensar cansa, dirão alguns. Sonhar, agir, amar, lutar por aquilo que é certo, tudo cansa, naturalmente.
Por essas e por outras razões, a maioria de nós prefere nada fazer (il dolce far niente, quiçá). A velocidade com que surgem as interrogações, é a mesma com que se desvanecem.
De machete em punho, talvez fossemos capazes de desbravar algum terreno, de mostrar a uns quantos que não vale tudo neste jogo, de mostrar que, por vezes, um sorriso (sincero?) tem que se esforçar para tocar o céu. Doutra forma, de animais nunca iremos passar.
Fala-se em desumanização com alguma substância, em discursos ingénuos de quem não conhece a realidade do nosso mundo. Somos animais governados por animais num reino animal, à semelhança da alegoria de George Orwell.
E desenganem-se aqueles que acreditam na existência de uns quaisquer santos cuja missão é a de nos salvar. 'Cause there are no saints in the animal kingdom. Only breakfast and dinner.
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